
[26 de Outubro]
APACC capacita agricultores/as para produção diversificada.
Aconteceu nos dias 23, 24 e 25 de outubro, na Casa Familiar Rural de
Cametá (CFR), o II Módulo do Curso de Capacitação
em Gestão Agroecológica para Agricultores e Agricultoras
Multiplicadores/as e Jovens Trabalhadores Rurais do Baixo Tocantins, e
contou com pessoas dos municípios de Cametá e Oeiras do
Pará. Esta capacitação é uma atividade da
Associação Paraense de Apoio a Comunidades Carentes (APACC)
com apoio do Ministério de Desenvolvimento Agrário/SAF/DATER
e das ONG’s européias ESSOR e AVSF, ambas com representações
no Brasil. Este segundo módulo, tratou especificamente do processo
de Sistemas Agro-Florestais (SAF`s) e Criações de Abelhas
Sem Ferrão e Abelhas Com Ferrão que teve uma participação
de 67 pessoas, entre as mesmas 21 mulheres e jovens, alunos, da CFR. Tratou-se
também no curso a respeito da importância social, econômica
e ambiental da agricultura familiar, sobre modelos de agricultura sustentável
e agroecologia.
A capacitação em SAF´s ficou por conta de Gilmar Rocha,
ex-técnico da APACC, hoje monitor da CFR, que expôs as vantagens
deste tipo de atividades, uma vez, que além de promover renda,
diversifica a produção e é benéfica ao meio
ambiente já que para sua implantação não é
necessário a prática da queima, ainda muito usada pelos
agricultores/as na região. Como atividade prática foi implementado
uma área de pimenta do reino com tutor vivo em uma área
de SAF´s já existente, no terreno da CFR.
Ficou também por conta de Gilmar Rocha, a capacitação
de Criação de Abelhas Com Ferrão – Apis melífera
– que comentava as vantagens dessa atividade agrícola, pois
além da produção do mel ainda ajuda na polinização
das fruteiras melhorando na produtividade e consequentemente na renda
familiar.
A criação de Abelha Sem Ferrão – Meliponíneos
– foi ministrada por Arlene Lacerda de Farias , técnica da
APACC, que após a explanação ao público, foi
realizada a prática de captura, no terreno da CFR.. Quanto a vantagem
da criação dos Meliponíneos, não está
no volume de produção do mel, pois esta produz bem menos
que a Apis melífera, em compensação o mel é
mais caro, chegando a um valor até dez vezes maior que o da abelhas
com ferrão. Outra procura por esse tipo de mel é para o
uso medicinal, muito usado entre a população local dentro
do conhecimento tradicional.
Para os agricultores e agricultoras multiplicadores/as esta não
é só mais uma oportunidade de aprender novas técnicas,
mas também uma nova concepção de vida. Para o senhor
Carlos Vitor, 52 anos, a mudança “... começou pela
consciência ... e hoje cada vez que venho aprendo uma coisa nova
...” . O sr. Carlos é um agricultor da comunidade de Laranjal,
Cametá, capacitado anteriormente nas atividades da APACC e hoje
é um dos multiplicadores, inclusive foi um dos que fez a demonstração
prática da divisão de exame.
Para os jovens, curso como estes são de fundamental importância
em suas formações. Segundo a multiplicadora Darlene Silva,
18 anos, moradora da comunidade de Aturiá, município de
Oeiras do Pará, este curso não só ajuda em atividades
diárias como também na escola, “... vou apresentar
na feira cultural da escola o que aprendi...” – comentou.
Darlene Silva é estudante de ensino fundamental no município
de Curralinho.
Texto: Reginaldo Oliveira
Voltar para Notícias
|